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Estudo publicado na revista Nature demonstra a contribuição das árvores na floresta amazônica como ‘veículos’ para a emissão do gás metano.

Pesquisadores ingleses, suecos, americanos e brasileiros, incluindo cinco pesquisadores da UFRJ (Alex Enrich-Prast, Roberta Bittencourt Peixoto, Luana Silva Braucks Calazans e Cassia Mônica Sakuragui, do Instituto de Biologia, e Olaf Malm, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho), recentemente demonstraram que grande parte do metano emitido pela floresta amazônica é liberado por árvores localizadas em regiões alagadiças da mata. Curiosamente, as árvores não são a fonte do metano emitido, mas sim os microrganismos que habitam o solo local. Acontece que as árvores apresentam poros em seus caules, uma adaptação que facilita a oxigenação de suas raízes em épocas de cheia. O metano acaba se utilizando desses poros para sair do solo e chegar à atmosfera. Dessa forma, as árvores funcionam como verdadeiras chaminés, difundindo para a atmosfera o gás metano produzido pela decomposição anaeróbica de matéria orgânica que se acumulou no solo durante o período da seca, tais como ervas, gramíneas, folhas e galhos, e que agora encontra-se submersa. Estudos anteriores mediam apenas o metano na superfície da água, uma estimativa que ficava muito abaixo daquela sugerida por modelos ou por medidas via satélite. O estudo estima que a emissão de metano pela floresta amazônica corresponde a aproximadamente a quantidade deste gás emitido por todos os oceanos do planeta. Esses achados irão auxiliar no desenvolvimento de modelos capazes de identificar as diversas fontes emissoras de gás metano para a atmosfera, e assim estimar o impacto, por exemplo, da construção de uma hidroelétrica na Região Amazônica para mudanças climáticas. Alex Enrich-Prast, professor do Instituto de Biologia e co-autor do trabalho, alerta que os resultados não oferecerem um salvo-conduto para a construção de novas hidroelétricas na Amazônia. Emissões vindo das árvores amazônicas são menos que a metade daquela oriunda de atividade humana na forma de aterros sanitários, lixo e atividade agropecuária. Olaf Malm, professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e também co-autor do estudo, argumenta que precisamos levar em conta a dinâmica dos processos de inundação na planície amazônica para melhor estimarmos se reservatórios artificiais estabilizariam ou reduziriam a quantidade de metano emitido para a atmosfera no médio prazo. O metano é um gás 34 vezes mais potente para o efeito estufa que o dióxido de carbono. Portanto, estudos como este enfatizam a importância de distinguir as diversas fontes emissoras do gás metano, sejam elas ecossistemas naturais ou atividades humanas. Referência: Sunitha R. Pangala et al. Large emissions from floodplain trees close the Amazon methane budget, Nature (2017). DOI: 10.1038/nature24639. https://www.nature.com/articles/nature24639.pdf
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Luzes alexandrinas: Alexandre

Se é verdade que a arte imita a vida, igualmente verdadeiro é o fato de que, por vezes, a vida trata de imitar a arte. Foi precisamente esse o caso de Alexandre o Grande (356-323 a. C.), rei da Macedônia de 336 a 323 a.

Luzes alexandrinas

Existem e sempre existiram Reis e reis, Reinos e reinos, Cidades e cidades. Tenhamos isto em mente ao longo das linhas que se seguem; falaremos de um Rei, de um Reino e de uma Cidade.

Vendo cores ( A visão de cores em primatas)

Vivemos em um mundo colorido onde as cores têm um forte apelo emocional. A percepção de cor está ligada à nossa experiência e as cores têm um impacto diferente em cada pessoa. Em primatas, a cor é uma característica fundamental da visão.
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